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AS JUBARTES ESTÃO CHEGANDO. É PRECISO QUE A GENTE SE PREPARE PARA EVITARMOS ACIDENTES

As baleias-jubarte (Megaptera novaeangliae), anualmente, entre os meses de junho e novembro, migram para costa brasileira para terem seus filhotes. Assim, elas já estão se aproximando da Capital da Amazônia Azul (Salvador-BA) e com isso viemos alertar antecipadamente sobre a possibilidade de ampla aproximação às nossas praias.

Capturas acidentais em redes de pesca, colisões com embarcações e poluição química e sonora estão dentre as principais ameaças à espécie. O emalhe em redes de pescas e a colisão com embarcações com e sem motor são ameaças que também podem causar ferimentos nos humanos envolvidos na interação. Esse alerta é imprescindível, principalmente devido ao uso intenso da nossa costa considerando o Porto, o trânsito de lanchas particulares, lanchinhas que fazem o percurso Salvador x Mar Grande e os catamarãs que fazem o translado para Morro de São Paulo, além do uso recreativo de canoas havaianas e standup paddle (SUP), somados à ampla atividade pesqueira.

Assim, é imprescindível atenção redobrada nesse período: pedimos aos condutores de embarcações que ao avistarem as baleias (atenção aos borrifos e movimentos na água), coloquem os motores no modo Neutro até que o indivíduo ou grupo se afaste, não cruzem o seu caminho nem persigam as baleias, e mantenham-se à distância de 100m. No caso de remadores, evitem ir para longe da linha de costa. Aos pescadores orientamos que nunca descartem suas redes, e atentem-se à área de passagem dos animais para que não ocorram emalhes em redes de espera.

Salvador – que tem uma história muito forte com a baleias-jubarte desde a época da caça, com a indústria do óleo – agora recebe nossas ilustres baleias em um cenário de respeito, voltado à sua preservação. Suas populações se recuperaram da exploração e já saíram do risco de extinção após um manejo adequado e ampla conscientização ambiental.

Esses animais são espécies-chave, ou seja, se são retirados de um ecossistema, diversas outras espécies deixam de existir. Ainda, as fezes das baleias são ricas em nutrientes – incluindo Fe e N2 – necessários para o plâncton sobreviver. O fitoplâncton produz oxigênio através da fotossíntese, sendo responsáveis por capturar cerca de 40% de todo CO2 produzido no mundo! Sendo assim, é importante que existam propostas e ações que estimulem a conservação dessas espécies.

O Redemar Brasil junto com os parceiros, Aquamar, ACEB e O Programa de extensão Interdisciplinar de Preservação do oceano – OceanCare da UFRB estão com a iniciativa do projeto PBS (Projeto Baleias Soteropolitanas) para monitoria e mapeamento no intuito de evitar conflitos futuros. Além disso, temos o intuito de implementar a cidadania na Capital da Amazônia Azul para a formação e sensibilização de cidadãos mais críticos e ligados a importância do Oceano na vida cotidiana de nossa cidade.

 

Mais informações pelas Redes Sociais:

@redemarbrasil @aquamar_ @aceb.qualifica @oceancarebr

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